quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Juíza ouve testemunhas de acusação do Caso Bruno

Vagner Antônio
Caso Eliza
Os réus Bruno Fernandes, Dayanne Rodrigues e Luiz Henrique Romão durante o julgamento em Contagem.
No segundo dia de julgamento do Caso Eliza Samudio, nesta terça-feira, 20 de novembro, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, titular do Tribunal do Júri de Contagem, deu prosseguimento à oitiva com as testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público de Minas Gerais – a testemunha Cleiton da Silva Gonçalves foi ouvida ontem, segunda-feira, 27. O julgamento acontece no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem. Estão sendo julgados os réus Bruno Fernandes das Dores de Souza, Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão) e Fernanda Gomes de Castro. O processo em relação à ré Dayanne Rodrigues do Carmo Souza foi desmembrado, nesta terça-feira.  

Marcos Aparecido dos Santos (Bola), outro réu que seria julgado nesta semana, teve o processo em relação a ele também desmembrado, depois que os advogados que o representavam abandonaram o Tribunal do Júri, no primeiro dia de julgamento, por não concordarem com o tempo de 20 minutos, mais dez minutos de prorrogação, determinado pela juíza para a apresentação de preliminares pela defesa. Em decisão divulgada hoje, a juíza fixou uma multa no valor de R$ 18.660 a cada um dos advogados – Ércio Quaresma Firpe, Fernando Costa de Oliveira e Manoel Zanone – por considerar que eles abandonaram o júri sem motivo juridicamente relevante. A multa, correspondente a 30 salários mínimos, deverá ser quitada no prazo de 20 dias. Para determinar a quantia, a magistrada levou em conta o elevado gasto pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para a realização do julgamento e toda a mobilização do Poder Judiciário mineiro que está sendo empreendida neste momento.
 
Antes de dar início à oitiva das testemunhas, a juíza concedeu alguns minutos para que Bruno Fernandes conversasse, reservadamente, com os advogados Francisco Assis Eustáquio Simim e Carla Silene Cardoso Lisboa Bernardo Gomes. Ao retornar ao Salão do Júri, Bruno Fernandes comunicou a destituição de um dos seus advogados de defesa, Rui Pimenta, declarando estar se sentindo inseguro. Depois de indefinições em relação a uma possível destituição de outro dos advogados de Bruno, Francisco Simim, a juíza decidiu desmembrar o processo em relação à ex-esposa do goleiro, Dayanne Rodrigues. Com o desmembramento, decidiu-se que ela será julgada com o réu Marcos Aparecido, em data ainda a ser definida.

Oitivas
A primeira testemunha ouvida nesta terça-feira foi João Batista Alves Guimarães, que afirmou ter presenciado todo o depoimento prestado espontaneamente pela testemunha de acusação Cleiton da Silva à delegada Alessandra Wilke, na Delegacia de Polícia de Contagem, em 29 de junho de 2010. Em seguida, foi ouvida a delegada de polícia Ana Maria dos Santos, que presidiu as investigações do Caso Eliza Samudio. A delegada foi ouvida não como testemunha de acusação, mas como autoridade policial, prestando informações sobre como se deram as investigações.

Segundo a delegada Ana Maria, as investigações se iniciaram em 24 de junho de 2010, quando ela recebeu um comunicado sobre um telefonema dado à unidade policial dando conta de que uma pessoa teria sido espancada e morta nas imediações de Nova Contagem. Nessa denúncia, já era indicado o nome de Eliza Samudio como sendo a vítima e referências ao envolvimento dela com o goleiro de futebol do time Flamengo. O comunicado noticiava também a existência de uma criança, que seria filho de ambos.

A delegada afirmou que participou de todas as diligências policiais no sítio do goleiro Bruno, de Marcos Aparecido do Santos, no veículo no qual Eliza Samudio teria sido transportada para Belo Horizonte, em lagoas em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. 

Às 14h15, quando foi encerrada a oitiva com a delegada de polícia Ana Maria, a juíza Marixa Fabiane suspendeu o julgamento para o intervalo do almoço. Os trabalhos serão retomados a partir das 15h15.

Outros réus
 
Além de Bruno, Bola, Macarrão, Dayanne e Fernanda, são também réus do caso Elenilson Vítor da Silva e Wemerson Marques de Souza. O processo, em relação a eles, foi desmembrado e a data para o julgamento ainda será definida.

Para ver mais fotos deste jugalmento, acesse o Banco de Imagens.

Assessoria de Comunicação Institucional – Ascom Unidade Goiás
 (31) 3237-6494

Nenhum comentário:

Postar um comentário